15 setembro 2013

Mestre gato e comadre onça

Recontada e ilustrada por Carolina Cunha - Ed. SM

Nesta fábula afro-brasileira, o gato é um mestre de capoeira respeitadíssimo na floresta e se propõe a ensinar esta luta a outros animais para que possam se defender, principalmente, da onça. No entanto, para espanto de todos, até a onça procura o mestre para aprender capoeira. Só que as intenções da onça não se restringiam ao aprendizado. Ela queria mais. Pretendia matar a sua fome, pois caçar andava difícil por aquelas bandas. A proposta inclusiva da capoeira está presente em vários momentos desta história. Sendo assim, a onça foi aceita para as aulas. A autora nos conta sobre as aulas do mestre gato, o aprendizado dos alunos, incluindo seu maior desafio, a onça. Como ler esta história sem ficar com vontade de descobrir quem venceu? A história pode ser lida em capítulos. Cada aula que termina, uma nova expectativa.

Além das letras de cantigas de capoeira que são transcritas na narrativa, o livro traz também um CD.

15 junho 2013

O vestido de Jamela

Escrito e ilustrado por Niki Daly - Trad. Luciano Machado - Editora SM
 
Mais uma vez, a personagem Jamela protagoniza uma situação que deixa sua mãe triste e a menina precisa de uma solução rápida. Afinal, sua mãe comprou um lindo tecido para fazer um vestido para ir ao casamento de uma amiga. Mas Jamela, enquanto tomava conta do vestido no varal, se encantou tanto que acabou se deixando levar pela imaginação e saiu às ruas desfilando com o tecido. E o que fazer quando volta para casa com o tecido sem condições de virar um vestido? O que fazer diante da tristeza da mãe? Que solução aparecerá? O livro traz o colorido das roupas africanas e as ações das pessoas evidenciam a valorização da solidariedade, a preocupação com o bem-estar do outro.

20 novembro 2012

Luana: as sementes de Zumbi

Escrito por Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino. Ilustrado por Mingo de Souza. Ed. FTD.

Desta vez, Luana, após ouvir o som do berimbau, viaja através do tempo e vai ao Quilombo dos Palmares. Lá, conhece um pouco da história e da vida cotidiana num Quilombo(trabalho, comércio, tradição oral, música, dança etc...) Passa a conhecer também um pouco sobre o herói e líder Zumbi, seus ascendentes e descendentes. Os autores colocam na ficção boa parte do que a história conta sobre O Quilombo dos Palmares e que nem sempre os alunos estudam na escola. O livro traz, portanto, uma história de luta e resistência procurando mostrar o quanto que as "sementes" deixadas por Zumbi e outros guerreiros são tesouros que fortalecem as lutas pelos direitos da população negra e pela liberdade de fato.

18 novembro 2012

Escola de Chuva

Escrito e ilustrado por James Rumford. Editora: Brinque-Book.

Imaginemos crianças que queiram aprender a ler e a escrever, mas que antes disso precisem construir a escola. Sim. Esta a história vivida por Tomás e sua primeira lição ao chegar à escola é sobre o valor do trabalho coletivo. Não como discurso, mas como primeira ação do grupo. Um grupo que se move pelo desejo de aprender e de ensinar.

02 setembro 2012

Os Reizinhos do Congo

Escrito por: Edimilson de Almeida Pereira - Ilustração: Graça Lima - Ed. Paulinas

O livro é composto por duas histórias: Reizinho de Congo e Rainha-menina. Por meio delas o autor procura mostrar um pouco da história das congadas, festa que, em meio ao sofrimento da escravidão, os escravizados celebravam os ancestrais. O texto traz o ritmo das palavras entoadas no festejo onde histórias inventadas se misturam à narrativa. O autor evidencia também o respeito às tradições e aos mais velhos. É ler e sentir vontade de ver o cortejo passar.

Para quem tem acesso ao DVDescola que foi enviado pelo MEC para várias escolas públicas, é possível fazer um trabalho utilizando o livro físico e livro animado produzido pelo FUTURA, dentro do projeto "A cor da Cultura", que também tem este livro animado.

03 junho 2012

A princesa e a ervilha

Recontada e ilustrada por Rachel Isadora - Ed. Farol-DCL
 
Imaginem o clássico "A princesa e a ervilha", de Hans Christian Andersen, sendo vivido num país africano! Pois é exatamente isso o que a autora nos proporciona: viver essa narrativa com uma ilustração que mostra vestimentas e acessórios típicos do continente africano. As personagens são negras com diferentes tons de pele. E como o príncipe passa por vários lugares, a diversidade cultural está presente nas imagens. A autora aproveitou também para mostrar o cumprimento "olá" em três línguas africanas diferentes. O livro traz assim, um pouco da grande diversidade que podemos encontrar no continente africano.
 

29 abril 2012

Madiba

Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Alarcão - Ed. Cortez

De forma resumida, o autor fala sobre a infância, a família, a escola, a liderança, a prisão, a liberdade e a presidência de Nelson Mandela. Embora seja resumida, alguns detalhes que podem ser considerados importantes, não fugiram ao escritor e nem ao ilustrador. Muito bom para que as crianças possam conhecer um pouco desse líder político, carismático, conhecido no mundo inteiro. Um exemplo de vida e de luta.

12 fevereiro 2012

Tequinho e o ensaio da bateria

Escrito por Neusa Rodrigues e ilustrado por Alex Oliveira - Editora Rovelle
 
O livro fala de um menino que frequenta o mundo do samba e participa da bateria mirim. Mostra as exigências de saber respeitar regras e ser bom aluno na escola para continuar a fazer parte da bateria.

Não é difícil encontrarmos meninos e meninas, que assim como Tequinho, fazem parte efetivamente de alas de escolas de samba.
O livro também fala sobre a organização dos instrumentos e traz uma pequena definição, com ilustração, sobre cada instrumento da bateria classificando-os em leves e pesados.

22 janeiro 2012

Flora

Escrito por Bartolomeu Campos de Queirós - Ilustrações: Ellen Pestili - Ed. Global
 
Flora é uma menina que vive muito próxima da natureza procurando conhecê-la e decifrá-la. Ao mesmo tempo em que procura cuidar da natureza, observa todo o seu movimento e suas transformações. Sua maior paixão é pelas sementes. Ela olha cada grão procurando adivinhar o que virá depois.

O que para muitos pode parecer ser uma simples semente, o grande e saudoso Bartolomeu transforma em poesia. Através de Flora, ele fala da dedicação da terra para dar vida às sementes e a coragem dessas para apodrecer e dar origem ao fruto.

Cada vez que se lê é possível perceber a profundidade e ao mesmo tempo a delicadeza com que o autor nos faz pensar sobre a vida contida em cada semente e na cumplicidade e harmonia de vários elementos da natureza.

As imagens do livro resultam do trabalho belíssimo da ilustradora que utilizou a técnica de colagem sobre madeira.
A delicadeza e a sensibilidade de Flora estão expressas também nas ilustrações.

29 novembro 2011

O mapa

O mapa: máscaras africanas
Texto e Ilustrações de Marilda Castanha Ed. Dimensão
 
A história começa em uma aula de Artes na qual a personagem, ao ver o contorno de seu corpo feito por um colega, vai imaginando-o como um novo continente e, de início, guarda segredo temendo a possibilidade de exploração e colonização.

Cada parte do corpo que vai sendo acrescentada é relacionada a uma característica da geografia física do continente.

Ao descobrir nos livros a existência de um continente como o seu, até então imaginário, a personagem o identifica como continente africano.

A descoberta do continente, até então individual, passa a ser coletiva a partir da confecção de máscaras para uma festa onde as máscaras compradas prontas são trocadas por máscaras produzidas pelos alunos.

As ilustrações e o texto impresso nos trazem um pouco da rica diversidade do continente africano.

O livro oferece várias possibilidades de ampliação em diferentes áreas do conhecimento: história, geografia, artes.

No final há um pequeno texto sobre as máscaras africanas que têm usos bem diferentes das que são usadas no ocidente.

23 novembro 2011

Histórias de Ananse

Texto: Adwoa Badoe  -  Ilustrações de Baba Wagué Diakité
Edições: SM

O livro traz dez contos da tradição oral de Gana que têm como personagem principal Ananse.

Ananse é uma aranha, com atitudes humanas, que faz uso da astúcia e da esperteza para buscar formas de resolver as situações embaraçosas em que se envolve.

As histórias falam de sentimentos como inveja e aceitação de limitações próprias  e também sobre ações como obediência aos mais velhos e o uso da verdade.

Ao final do livro encontramos informações históricas sobre Ananse e sobre a importância da história oral e também sobre a vida na aldeia em Gana (família, casamento, deuses, comida, etc...)

30 outubro 2011

Nem um grão de poeira

Escrito por: Rogério Andrade Barbosa e Ilustrado por Rubem Filho
Reconto Etíope.
A narrativa se passa na antiga Abissínia, atual República da Etiópia e traz um fato histórico muito comum durante décadas e décadas, principalmente, no continente africano: “visitas de europeus que buscavam conhecer os lugares para posterior exploração e domínio.
A história é impregnada do sentimento de orgulho e de valorização das riquezas e diversidades naturais e culturais que são descritas e ilustradas  no livro, além de mostrar a resistência contra a invasão e colonização europeia.

31 agosto 2011

Plantando as árvores do Quênia

                                              Escrito e ilustrado por Claire A. Nivola - Ed. SM


O livro conta a história de Wangari Maathai, primeira mulher  africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.
É uma história que fala de valores, meio ambiente, luta, união, participação e ações transformadoras.
Como uma população pode deixar de contribuir, direta ou indiretamente, com a destruição do meio ambiente passando a agir de forma a promover mudanças a curto, médio e longo prazo? Que sementes uma pessoa é capaz de plantar não só no solo, mas também na cabeça das pessoas de modo a fazê-las se sentirem não só como parte do problema, mas também como parte da solução dos mesmos?
Impossível não falar também sobre as ilustrações. Cada página pode ser considerada uma obra de arte.
Não canso de apreciar os detalhes e a delicadeza dos traços.

31 julho 2011

Três contos africanos de adivinhação

Texto: Rogério Andrade Barbosa  - Ilustrações: Maurício Veneza  - Ed. Paulinas
No livro encontramos recontos de três pequenos contos nigerianos.
O leitor é levado a pensar sobre os acontecimentos das narrativas e as soluções encontradas para resolver as situações que foram descritas.
São dois contos que nos falam sobre como foi possível descobrir os responsáveis pelo sumiço de bens materiais. Um deles, o anel da filha do rei e o outro, três moedas de ouro de um mercador.
O outro conto é bastante conhecido, mas em outras versões. Fala sobre encontar solução para atravessar um rio em uma canoa pequena onde não é possível levar ao mesmo tempo dois animais e um saco de alimento. Como resolver sem correr risco de perder nenhuma das cargas e também respeitar tradições do povo?
Ouvir as soluções dadas pelos alunos e procurar saber como culpados pelos sumiços dos bens foram descobertos podem render "muitos frutos".

26 junho 2011

Mil e uma estrelas

Autora: Marilda Castanha - Ed. SM

A autora, que também é a ilustradora, conta a história de uma menina que todas as noites contava estrela e sonhava com histórias, mas um dia não encontra as estrelas e vai atrás de quem as escondeu.
É uma história fala sobre coragem e medo dentro de cada um, independente das aparências. E ainda sobre o poder que as histórias têm de nos fazer sonhar e nos transportar para outros tantos lugares.
O título e a narrativa não deixam de ser uma alusão a Xerazade e suas mil e uma noites.
É para ser lido e relido. O texto é curto, mas muito significativo.

29 maio 2011

Histórias da África

Texto: Gcina Mhlophe - Ilustrações: Grupode ilustradores de KwaZulu-Natal - Editora Paulinas

O livro traz dez histórias da tradição oral africana. São histórias de gente e de bicho que falam sobre ética, solidariedade, amor entre outros temas. Conta também histórias que procuram explicar a origem das histórias e das relações entre alguns animais.
Seus contos podem ser contados e recontados, lidos e relidos. Como os temas são bem variados podem contribuir ampliar ou iniciar muitas conversas.

17 abril 2011

Tanto, Tanto!

Escrito por Trish Cooke e ilustradso por Helen Oxenbury - Ed. Ática
Uma história cumulativa na qual os membros de uma família vão chegando aos poucos para uma comemoração de aniversário.
Como personagem principal há um bebê que recebe o carinho dos familiares que vão chegando, pois todos gostam dele "tanto, tanto!"
A cada "toque" de campainha há uma expectativa das crianças que ouvem a história tentando adivinhar quem vai chegar.
É uma história que costuma agradar muito as crianças da Educação Infantil. Eles não só gostam de ouvir quanto adoram pegar o livro para recontar a história.
As ilustrações também atraem muito. São grandes e com muito colorido.

08 março 2011

O coelho e a onça : histórias brasileiras de origem africana

Adaptação: Eduardo Longevo - Ilustrações: Denise Nascimento  -  Editora: Paulinas
Como em muitas histórias do folclore africano, encontramos aqui a disputa entre a força física de um e a astúcia e inteligência do outro, considerado mais frágil. Além da disputa entre onça e coelho encontramos também o jabuti contra coelho e macaco jovem contra onça ratificando a ideia da vitória da inteligência sobre a força física.
O livro é dividido em três histórias que formam uma. Inicia narrando o motivo da discórdia entre a onça e o coelho passando pelas tentativas frustradas de conciliações e finaliza com uma moral.  Durante a leitura é possível perceber elementos e acontecimentos que aparecem em outras fábulas e até com outras personagens, o que é bastante característico de histórias orais que há séculos são contadas e recontadas. É do tipo de história que costuma agradar a crianças e adultos.
Destaco também as belas ilustrações do livro.

13 fevereiro 2011

Os ibejis e o Carnaval

Escrito por Helena Theodoro - Ilustrado por Luciana Justiniani Hees  -  Ed. Pallas
O livro conta a história de um casal de irmãos gêmeos e uma avó que que dialoga com eles. Em meio a uma discussão entre as crianças a avó entra como mediadora e surgem algumas explicações sobre o Carnaval.
A conversa das crianças é quase um "Carnaval". Falam de tradição oral, de um livro de Lygia Bojunga e principalmente sobre o Carnaval, como festa popular.
Depois de tanta discussão entre as crianças, a ideia de dançar juntos por uma escola de samba acaba com a briga.
Ao final do livro encontramos um glossário explicando sobre festas, instrumentos e personalidades que aparecem no texto de forma explícita ou implícita.
Fica mais uma dica para quem gosta de leituras temáticas. Lembro ainda do livro: Tequinho, o menino do samba, já postado neste blog.
Boas leituras!

11 dezembro 2010

A árvore do Beto

Texto: Ruth Rocha - Ilustrações: Mariana Massarani - Ed. Salamandra
Em sua mais nova edição, Beto, protagonista desta história, enegreceu! 
O livro conta a história de um menino que sonhava em ter uma árvore de Natal.
O texto escrito fala sobre realização de sonho, respeito à natureza, solidariedade e, principalmente, amizade, como elemento fundamental no cotidiano das pessoas.
Uma das imagens que destaco é uma em que aparece uma mesa de ceia de Natal com pessoas de diferentes idades, cores e tons de pele e também um Papai Noel negro.
Eu já gostava do texto e agora adorei com as novas ilustrações.


02 novembro 2010

Minhas contas

Escrito por Luiz Antonio e Ilustrado por Daniel Kondo - Ed. Cosac Naify
O livro aborda um tema muito falado na atualidade, porém ainda pouco discutido nas escolas: a intolerância religiosa. O autor fala sobre os preconceitos em relação ao Candomblé que chega a interromper uma amizade bonita entre duas crianças e chama a nossa atenção sobre a importância de se conhecer os preceitos, o que prega cada religião, antes de fazer julgamentos prévios e sem fundamentos.

É um convite ao conhecimento e não à conversão. Afinal, cada um segue a sua religião ou nenhuma, mas é preciso conhecer e respeitar as demais.

As ilustrações complementam e enriquecem o texto escrito.

31 outubro 2010

As gueledés - a festa das máscaras

Escrito e ilustrado por Raul Lody - Ed. Pallas
O autor nos traz um história contada pelo povo Yorubá. Nela, fala-se sobre o poder das mulheres, principalmente, o de poder ser mãe. Imagine mulheres que à noite, se reunem e se transformam em diferentes animais. O que a inveja e o medo dos homens não os levariam a fazer? Danças, máscaras, músicas e muito colorido explicam a Festa Gueledé realizada anualmente pelo povo Yorubá.
No final do livro há algumas informaçãoes sobre localização do povo Yorubá na África Ocidental falando também um pouco sobre suas artes, mulheres e sociedade.
Não se pode deixar de destacar as ilustrações que são belas e muito coloridas.
É muito provável que, após ler o livro, muitos sintam vontade de produzir máscaras com os alunos e alunas. Fica a sugestão.

18 outubro 2010

Pretinha de Neve e os Sete Gigantes

Escrito e ilustrado por Rubem Filho - Editora Paulinas
O autor brinca com a história que é um clássico dos contos de fadas.
Nele, a rainha é que fica viúva e se casa com um rei, que por sinal é muito convencido, mandão e adora comer doces. Doces estes que são preparados pela própria rainha. 
Nesta história não há espelho, mas é com um tacho que a princesa conversa.
Observa-se que o autor não fez apenas a mudança na cor e tamanho das personagens. E talvez, por isso, a história tornou-se ainda mais interessante. São vários os elementos que mudam sem se perder características dos contos de fadas.
É uma história bem-humorada que também fala de carinho e amizade.

06 setembro 2010

Os tesouros de Monifa


Escrito por Sonia Rosa – Ilustrado por Rosinha - Ed. Brinque-Book


Muitos poderiam ser os tesouros que uma tataravó poderia deixar para seus descendentes. “Monifa” deixou a sua história, seus pensamentos e reflexões.

Este livro nos mostra o quando as pessoas arrancadas de suas terras e trazidas para serem escravizadas não deixaram escravizar seus pensamentos, seus sonhos, seus valores. A tataraneta, mesmo sendo muito nova, ao receber como presente o baú da tataravó, soube dar valor às histórias vividas que foram escritas ou contadas oralmente passadas de geração em geração.

Talvez esta seja uma das coisas que precisamos recolocar em nossa vida tão corrida: ouvir histórias vividas pelos nossos ancestrais. Com toda certeza, muito aprenderíamos. Lamento muito não ter recebido tal tesouro como a menina protagonista desta história. As ilustrações, cheias de flores em suas páginas, complementam esta narrativa cheia de delicadeza e ensinamentos.

29 agosto 2010

O beijo da palavrinha

Texto: Mia Couto - Ilustrações: Malangatana   Ed. Língua Geral

A história se passa em uma aldeia no interior da África onde há uma família muito pobre que não conhece o mar.
Imagine alguém sentir o mar através da palavra MAR. O que esta palavrinha traz da grandeza do mar? O autor nos mostra que esta palavrinha traz muito desta grandeza e nos faz ver e sentir o mar ao defini-lo através de um momento de cumplicidade, sensibilidade, solidariedade e muita imaginação de dois irmãos.

22 agosto 2010

Cadê?

Texto e Ilustrações: Graça Lima  - Ed. Nova Fronteira

Que criança não gosta de brincar de esconder? Que criança não brinca com a imaginação?
Neste livro, a mãe vai perguntando onde está o filho usando, em alguns momentos, termos carinhosos para se referir a ele como: amorzinho e menininho.
O menino vai andando pela casa e respondendo de acordo com a sua imaginação. Quando ele diz que está embaixo de uma girafa, por exemplo, na página seguinte vemos que ele está embaixo da mesa.
Que nunca percamos a possibilidade de ver além do que se apresenta.

29 julho 2010

Obax

Texto e ilustrações  de André Neves - Ed. Brinque-Book

Esta história é ambientada em aldeia africana e conta a história de uma menina que vê o que os os outros não conseguem ver e, portanto, não acreditam nela. Onde acaba a imaginação e começa a realidade? O que é verdade para um e mentira para o outro? A menina, com a imaginação de uma criança, senta em uma pedra e se vê dando a volta ao mundo nas costas de um elefante.
Ler esta história fez-me pensar e questionar: "Em que lugar deixamos a nossa capacidade de ver além do que a realidade, muitas vezes dura, nos apresenta?"
Obax, que significa flor, é um nome muito usado na Somália, é o nome da protagonista e desta história florida.
Vencedor do prêmio JABUTI 2011! Parabéns, André Neves!

25 junho 2010

A menina que bordava bilhetes

Escrito por Lenice Gomes e ilustrado por Ellen Pestili - Ed. Cortez
Um vilarejo, a chegada anual do Parque de Diversões, uma menina chamada Margarida que distribuía muitos versos cantados e bordados para as pessoas do lugar. Pessoas com sensibilidade e disponibilidade para olhar, ouvir e sentir o outro e a si mesmo aproveitando o momento mágico que estão vivendo.
Muitas brincadeiras, versos e cantigas folclóricas aparecem no texto mexendo com a memória de quem brincou na infância convidando-nos a brincar mais e mais.
A ilustração, além das pinturas, traz muitos bordados, fuxicos e coloridos. Esta diversidade aparece também nas personagens.

03 junho 2010

Neguinho aí

Escrito por Luís Pimentel e ilustrado por Victor Tavares - Ed. Pallas
Quantas e quantas vezes não ouvimos ou até mesmo falamos: " Neguinho isso", "Neguinho aquilo", "Neguinho quer..." Falas já tão costumeiras que muitas vezes nem nos damos conta. Afinal, quem é o "neguinho" que se faz presente nestas falas? Escrito em verso, o livro apresenta as variações para o uso do termo. "Neguinho" pode se referir ao branco, ao negro, ao pobre, ao rico. Pode ser um termo carinhoso ou pode ser pejorativo.
As ilustrações de Victor Tavares trazem uma família negra que foge de imagens estereotipadas. A família vive numa cidade grande com todos os seus contrastes. Há negros e não negros, há pobres e ricos.
O movimento que me parece ser uma caracterísca nas imagens deste ilustrador também está presente nesta obra.
Na última ilustração do livro vemos um avião carregando uma faixa com a frase: "Viva a diversidade". Esta diversidade está impressa no livro através das palavras e das imagens.

23 maio 2010

O Filho do Vento

Escrito por José Eduardo Agualusa e ilustrado por António Ole - Ed. Língua Geral
Esta é uma história baseada em um conto tradicional africano do povo koi-san.
O filho do vento, que era um menino, se transforma em pássaro que se alimenta das estrelas que foram criadas, por uma bela mulher, ao laçar para o céu as cinzas das sementes de uma planta.
Com palavras que soam como poesia, o conto traz uma versão sobre o surgimento da  lua e  principalmente, o nascimento do amor.
Amor que passa pelo conhecimento do outro, pela observação, pela admiração e por sonhos cultivados.
As ilustrações são feitas em guache sobre papel e aparecem em partes ampliadas, porém parciais. Ao final do livro, as pinturas estão destacadas em miniatura, mas com visão total.

16 maio 2010

Berimbau mandou te chamar

Organizado por Bia Hetzel e ilustrado por Mariana Massarani - Ed. Manati
Dificilmente alguém ouve o som de um berimbau acompanhado de atabaque e  consegue resistir não parando para dar uma olhada na roda de capoeira. O passo apressado pode perder a pressa ou, pelo menos, diminuir o ritmo só para ver o jogo de corpo e o movimento e/ou ouvir a batida, o ritmo e os versos dos capoeiras.
Neste livro, encontramos versos de cantigas antigas criadas e cantadas em rodas de capoeira. As ilustrações procuram mostrar o movimento e o humor presentes nas cantigas e também a diversidade que podemos encontrar nas  rodas de capoeira.
Ao final do livro, temos um texto que procura contar um pouco da história da capoeira que é um símbolo de luta e resistência da população negra.


02 maio 2010

O casamento da Princesa

Escrito por Celso Sisto e ilustrado por Simone Matias - Ed. Prumo 
Este livro é uma adaptação de um conto popular africano.
Abena, a princesa, é bela e admirada por muitos. Considerada a "princesa mais bela do mundo". Além disso, seus trajes e adornos são destacados como complementos à sua beleza natural.
A mão da princesa é disputada por dois pretendentes. Os dois se apresentam procurando mostrar suas melhores qualidades, sua força na natureza e importância na vida humana, sem deixar de cuidar da aparência física.
Um se apresenta diretamente a ela e o outro, ao rei, seu pai.
Como decidir?  O coração da princesa quer um, mas ela não se vê no direito de desrespeitar a palavra dada por seu pai ao outro pretendente.
A palavra na tradição africana tem força e não deve ser quebrada. O pai, por sua vez, não impõe sua palavra sobre a da sua filha. Eles se respeitam tanto quanto respeitam a tradição.
O rei, sabiamente, propõe um desafio aos pretendentes. Todos param para ver a disputa pela mão da princesa no dia do casamento.
Quando os tambores começam a tocar iniciando o desafio, as crianças que ouvem o conto, já estão tão dentro da história que já fizeram suas escolhas. Em todas as turmas para as quais já li o livro a reação foi semelhante: elas começam a torcer pelos seus favoritos e vibram com o resultado.
Devo destacar que além da adaptação estar muito bem feita, muito envolvente, a ilustração é belíssima! A ilustradora consegue trazer o texto para a imagem de modo a enriquecê-lo ainda mais. A imagem retrata o movimento presente no texto escrito. As ilustrações trazem também vários elementos de culturas africanas como:  diferentes vestimentas com diversidade de padronagens de tecidos, instrumentos musicais, vasilhames, etc...
Poucas são as histórias onde aparecem princesas negras. Elas contribuem muito para que se quebre a ideia errônea de que só existem princesas com características europeias.

18 abril 2010

Valentina

Escrito por Márcio Vassallo e Ilustrado por Suppa - Global Editora
Valentina é filha de um rei e de uma rainha, portanto, uma princesa.
Um princesa que é negra, usa óculos e tem orelhas de abano. Tudo dito e ou ilustrado de forma positiva. 
Ela vive em um castelo que é uma casa em um morro. O rei e a rainha são pessoas que descem para o asfalto, diariamente, para trabalhar e tentam proteger a filha das coisas não boas do mundo. Os pais de Valentina desejam o que muitos pais desejam aos seus filhos e que, como Valentina, não entendem o significado de: "ser alguém na vida".
O autor descreve Valentina e o "seu mundo" de forma muito poética e o asfalto de forma mais crítica.
Valentina é amada e bem cuidada pelos pais e tem uma autoestima elevada, portanto vai na contramão do que predomina no imaginário coletivo sobre as relações pais e filhos das pessoas que moram nos morros e favelas.
Quantas "Valentinas" encontramos em nossas salas de aula? Na minha caminhada já tive a felicidade de ver muitas.
Li que Valentina significa: forte, vigorosa, capaz de passar por cima de qualquer obstáculo quando quer realizar algo. Esta personagem não poderia ter outro nome.
O livro é muito rico em detalhes que só quem tem um olhar e uma escuta sensível poderia ser capaz de traduzir em palavras e imagens.
Toda vez que leio este livro fico querendo ler mais sobre a Valentina. Quem sabe um dia o autor não nos presenteia com a continuação de Valentina?

Se quiser ouvir um trecho da história, acesse o site do autor:
http://www.marciovassallo.com.br/
ou acesse o link sobre o livro Valentina:
http://www.marciovassallo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=59

10 abril 2010

Morrendo de rir

Escrito por Luciana Savaget e ilustrado por Maurício Veneza - Ed. Nova Fronteira
A história do livro é baseada no que ocorreu na Tanzânia, em 1962, quando uma "epidemia" de risos tomou conta do lugar. Imagine um colégio onde alunas começam a rir sem parar e em pouco tempo o "surto" de riso se espalha pela cidade. Médicos, cientistas e outros profissionais não conseguem explicar o ocorrido.
Quantas vezes já não vimos alunos rirem sem conseguir parar contagiando outros? Muitas vezes, nem eles sabem o motivo.
A autora faz alusão ao fato histórico e cria situações que poderiam ter ocorrido ou não, e aproveita também para adicionar personagens reais e atuais como Osama Bin Laden e Ronaldinho.
Até o Brasil, com a alegria mundialmente relacionada ao seu povo foi parar nesta história contada neste livro.
Em dias de tantas notícias tristes, como o que estamos vendo e vivendo no Rio de Janeiro, Niterói e outras cidades do estado do RJ, entre outros acontecimentos pelo mundo afora, ouvir uma história de riso, pode ser muito valioso e quem sabe um pouco contagioso para aliviar as tensões.

Se quiser saber um pouco mais sobre o fato, veja  o artigo no site da Revista SuperInteressante:
http://super.abril.com.br/ciencia/rir-melhor-remedio-442631.shtml

07 abril 2010

O menino Nito: então, homem chora ou não?

Escrito por Sonia Rosa e ilustrado por Victor Tavares - Ed. Pallas
Então, homem chora ou não? Esta pergunta que faz parte do título do livro ainda é uma questão que se discute em nossa sociedade. Por que o homem não teria direito de chorar?
Nito é um menino bonito. Tem uma característica considerada um problemão: chora muito. O pai lhe diz que não deve chorar porque é macho. O menino entende e passa a seguir o que o pai diz, mas  novos problemas começam a surgir como consequencias dos choros não chorados.
A autora trata o assunto com um certo humor e muita sensibilidade.
As crianças costumam gostar muito desta história e os meninos ficam muito atentos. Conversar com as crianças, antes ou depois desta leitura, nos ajuda a ver muitos dos preconceitos que eles já assimilaram sobre o tema. Para muitos, esta história pode ajudar a repensar sobre as frases que ouviram de adultos machistas e que reproduzem.
Esta história também pode ser encontrada na série "Livros Animados" do Canal Futura e que se encontra no DVDescola enviado pelo MEC a várias escolas públicas.
É interessante ler o livro e depois assistir pela TV.

28 março 2010

Menina Bonita do Laço de Fita

Escrita por Ana Maria Machado e ilustrada por Claudius - Ed. Ática
Este é, sem dúvida alguma, o livro mais conhecido quando se fala em personagens negros na literatura infantil. Uma das obras mais premiadas da autora. 
     A história apresenta uma menina negra, bonita e um coelho branco que sonha em ter a sua negritude.
     Quem quiser conferir no site* da autora verá que a história surgiu para a filha dela que era muito branquinha, mas que ao produzir o livro utilizando uma situação que acontecia em casa, a autora optou por colocar a personagem negra assemelhando-a mais à realidade da população brasileira.

     Esta história também é encontrada no programa "Livros Animados" do Canal Futura. As escolas que receberam o DVDescola, possuem esta animação. A leitura do livro é um sucesso garantido. Se além da leitura, também virem a animação o sucesso fica mais garantido ainda. Vale conferir.

*http://www.anamariamachado.com/historia/menina-bonita-do-laco-de-fita

26 março 2010

Luana, a menina que viu o Brasil neném

Escrita por Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino e ilustrada por Arthur Garcia - Ed.FTD
Luana, menina capoeira, através da magia do som de seu berimbau, viaja no tempo e presencia a chegada de Cabral às terras brasileiras e o primeiro contato com os índios. A menina vê Caminha escrevendo a carta ao rei sobre as novas terras.
A narrativa conta também sobre os quilombos e a tradição oral de contar as histórias de lutas e conquistas do povo para que não sejam esquecidas.
Há versos cantados em rodas de capoeira e imagens de instrumentos e movimentos deste jogo, esporte, luta e arte da cultura negra.
Já tive a experiência de ler esta história em capítulos para os alunos. Foi um sucesso!
Para os que gostam de livros que possibilitem discussões ou desenvolvimento de algum projeto ligado a datas de momentos históricos, este livro é uma sugestão para os meses de abril e maio.


 

21 março 2010

A ovelha negra

Escrito por Bernardo Aibê e Ilustrado por Mariana Massarani - Ed. Mercuryo Jovem
O livro conta a história de uma ovelha que não gostava de ser negra. Queria ser igual às outras que eram brancas e com isso, sofria. Vivia triste. Embora não fosse desprezada pelas demais, sentia-se mal por se sentir e ser vista como diferente. A ovelha passa por um processo de conscientização e descobre que pode e deve ser feliz sendo uma ovelha negra. Ela passa a gostar de si mesma ao perceber que não precisa ser igual às outras para ser feliz.
Assim como a história fala de uma ovelha, não se difere de tantas pessoas que, devido aos padrões de beleza estabelecidos, acabam por se sentirem mal por sua pele negra. O desejo de embranquecer passa a ser um ideal da sociedade e de si. E para quê? Quantas e quantos alunas e alunos não temos em nossa sala de aula como a "ovelha negra" desta história?

07 março 2010

Outros contos africanos para crianças brasileiras



Escritro por Rogério Andrade Barbosa e ilustrrado por Maurício Veneza  - Ed. Paulinas
O livro traz duas fábulas: a primeiro tenta explicar o por que de as galinhas d'angola terem pintas brancas. A segunda, sobre o motivos pelo qual  os porcos têm fucinho curto. Uma das histórias fala sobre uma premiação por um esforço que ajudaria a todos da localidade. A outra fala sobre inveja,enganação e  inocência.
Para quem gosta de oferecer outras linguagens acompanhadas das histórias, uma sugestão é após ou antes da história da galinha, ouvir, cantar e brincar com a música: "A galinha d'angola" de Vinícius de Moraes e Toquinho. E por que não também modelar galinhas d'angola ou usar outras técnicas como pintura ou colagem?

27 fevereiro 2010

Histórias da Preta

Escrito por Heloísa Pires de Lima e ilustrado por Laurabeatriz - Ed. Companhia da Letrinhas
Através deste livro é possível conhecer muito sobre África: História, culturas e religião de matriz africana  contado pelo olhar crítico e questionador da personagem que da nome ao livro. No decorrer da história vemos que a menina questionoa também sobre o que é ser negro, o que o termo carrega de identificações negativas que podem levar a negação do ser negro. Paralelo a isto a personagem nos mostra o quanto é importante e significativo conhecer sobre a ascendência negra para a formação de uma identidade negra positiva. Quantos e quantas meninos e meninas não se idenficarão com  a "Preta" e seus questionamentos?
Há muitas  histórias dentro desta narrativa com riquezas de informações. As ilustrações trazem também contribuições significativas.
Como o texto pode ser considerado grande, uma sugestão é ler a história em capítulos. Vira uma "novela" com muita aprendizagem.

17 fevereiro 2010

ABC do continente africano

Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Luciana Justiniani Hees - Ed. SM
Como o próprio título sugere, o livro passeia pelo continente africano com sua diversidade e seus contrastes através das 26 letras do alfabeto. Para cada letra uma palavra. Algumas nos parecem tão simples, como a palavra mercado, mas que o autor de forma até poética e a ilustradora com certa riqueza em alguns detalhes, conseguem nos mostrar a importância e a movimentação existente no mercado como parte da cultura de povos africanos.
Encontramos então palavras que nos são familiares como HISTÓRIAS e outras nem tanto como: KALAHARI.
É ler e conhecer um pouquinho deste continente com o qual muito podemos aprender.

16 fevereiro 2010

Um safári na Tanzânia

Escrito por Laurie Krebs e ilustrado por Julia Cairns - Ed. SM
Através do livro fazemos uma viagem com crianças Massai pelas savanas da Tanzânia.
As crianças de Educação Infantil se encantam e se sentem instigadas a descobrir o quantitativo de cada animal em seu habitat contando ou pelas rimas que o texto também apresenta.
Em cada página, ao lado do numeral que representa a quantidade de animais que foram contados por cada criança da história está escrito o nome deste numeral na língua kswahili.
As ilustrações retratam os tipos e cores de trajes e ornamentos tradicionais do povo Massai.
Ao final do livro encontramos pequenos textos que falam sobre: algumas características dos dez (kumi) animais que aparecem durante o safári; nomes das crianças que aparecem no texto e seus significados; caracterísscas e um pouco da história da Tanzânia e os numerais com as palavras em kswahili e em português.
Este é o tipo do livro que os pequenos, ao final, costumam dizer: "Conta de novo!"

07 fevereiro 2010

Tequinho, o menino do samba

Escrito por Neusa Rodrigues e Alex Oliveira e ilustrado por Mello Menezes - Ed. Rovelle
O livro conta a história de um menino que nasce e mora numa comunidade onde o samba faz parte da vida e das histórias do lugar. É um menino toca na bateria e tem sonhos grandiosos para a escola de samba que faz parte da sua vida.
A tradição de contar histórias oralmente está presente no livro, pois a avó conta e reconta as histórias da escola de samba da comunidade para que faça parte da memória do grupo favorece também o sentimento de pertença.
O livro mostra alguns valores civilizatórios africanos como: memória, ludicidade, comunitarismo e oralidade. As ilustrações evidenciam ainda um outro valor civilizatório: a circularidade.
Ao final do livro encontramos um glossário que conta um pouco da história e/ou explica sobre palavras que estão ligadas ao Carnaval.
Quantos "Tequinhos" e "Tequinhas" será que temos em sala de aula e muitas vezes não nos damos conta da existência e das histórias deles e delas?

29 janeiro 2010

Ulomma - A casa da beleza e outros contos e Contos da Lua e a Beleza Perdida

Escritos por Sunny e ilustrados por Denise Nascimento - Ed. Paulinas
Os dois livros trazem contos tradicionais africanos. Embora tenha contos com animas, incluindo uma versão da história da tartaruga que vai à uma festa no céu, a maioria conta histórias de gente. As narrativas falam de diversas formas de amor e todas com muito encantamento. Há canções mágicas, estrelas cadentes, bruxas, fadas, animais com poderes mágicos etc... Temas como inveja e orgulho também estão muito presentes. São histórias para serem contadas e recontadas como os que são considerados como Contos Clássicos da literatura infanto-juvenil. 
Em relação às ilustrações, considero-as indescritíveis. Elas conseguem traduzir boa parte da emoção que estes contos nos trazem. Além disso, detalhes dos cabelos ou até mesmo a ausência deles, roupas, ornamentos nos conduzem ao continente africano e suas tradições.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

25 janeiro 2010

Erinlé, o caçador e outros contos africanos e O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas


Escritos por Adilson Martins e ilustrados por Luciana Justiniani Hees - Ed. Pallas
São dois livros de contos e fábulas africanas que trazem temas universais, mas da forma como são contadas em alguns países africanos. São contos e fábulas que falam sobre a mentira, a inveja, a esperteza etc... São histórias que procuram explicar origens de algumas coisas, outras que procuram trazer alguma forma de ensinamento. As personagens, animais e ambientação nos reportam ao berço da humanidade.
Ao final de cada fábula ou conto encontramos um pequeno texto informativo sobre característica do local onde ocorre a narrativa ou da personagem principal (animal ou gente). Com isso, além de podermos conhecer histórias da tradição oral, aprendemos um pouco mais sobre animais nativos e histórias locais e costumes e tradições de alguns povos.

19 janeiro 2010

Contos africanos para crianças brasileiras

Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Maurício Veneza Ed. Paulinas
O livro traz adaptação de dois da literatura oral de Uganda, um país do continente africano.
São histórias com temas muito populares e conhecidos, mas com as características do lugar de onde foram recolhidas.
Uma tenta explicar por que gato e rato se tornaram inimigos. A segunda, ainda mais conhecida, procura explicar a causa do casco rachado dos jabutis.
As duas histórias costumam encantar não só crianças como jovens e adultos.
Quem tiver a cesso ao DVDescola que foi distribuído pelo MEC a várias escolas, poderá além do livro, mostrar também a primeira história intitulada: "Amigos, mas não para sempre" em DVD, pois esta história faz parte do programa Livros Animados do Canal Futura.
É uma ótima experiência ler a história para os alunos e mostrá-la na telinha.

17 janeiro 2010

Kofi e o menino de fogo

Escrito por Nei Lopes e ilustrado por Hélène Moreau - Editora Pallas

A história se passa em Gana e o autor nos mostra algumas tradições comuns ao povo de Gana e também de diferentes povos africanos como: a forma de escolher o nome para uma criança e o respeito aos mais velhos. Através da narrativa, o autor fala de modos de vida em uma aldeia africana e alguns fatos históricos procurando fazer uma relação entre África e Brasil, situando o leitor no tempo.
O tema principal é a imagem prévia que se faz do outro, constituindo-se num preconceito, ou seja, um conceito antecipado sobre algo ou alguém.
Kofi, o protagonista que dá nome ao livro nunca tinha visto pessoas não negras, mas sabia que existiam e começa a imaginá-los de acordo com o que ouve falar. Um dia, visitantes estrangeiros chegam à aldeia e há o encontro entre Kofi e uma outra criança não negra que também tinha conceitos formados sobre as pessoas negras.
No encontro as expectativas, os conceitos são postos à prova.
O autor enfatiza a importância de se conhecer pessoas indo para além das aparências e das diferenças.
O livro traz, ao final, um pouco sobre a história de Gana e algumas características do lugar como: economia, vestuário, alimentação etc...

14 janeiro 2010

Feliz Aniversário, Jamela!

Escrita e ilustrada por Niki Daly - SM edições

Neste livro, Jamela apronta mais uma das suas. Ela transforma seu sapato novo, que ganhou da mãe como presente de aniversário, e que serviria tanto para passear quanto para ir à escola, no sapato de princesa que desejava ter. A mãe fica uma fera, pois não tem dinheiro para comprar outro sapato para a escola.
Mas nem tudo foi perdido. A criatividade da menina acabou sendo reconhecida e foi possível contornar a situação e obter um sucesso inesperado.
A família de Jamela é constituída, basicamente, por duas mulheres: mãe e avó, o que não difere muito da constituição de muitas famílias na atualidade.