27 junho 2016

Mãos de Godê

Escrito por Binho Cultura e ilustrado por Cris Eich - Ed. Zit

O nome da personagem já nos dá pista das artes que ela faz. Só que não são artes de bagunça, mas sim de artista. Godê é daquelas meninas que deixam o mundo mais bonito e colorido. Aliás, dá vontade de sair pintando com ela.
O texto é simples, mas o autor nos brinda ao fazer alguns jogos de palavras.
O tipo de letra e texto curto, facilitam a leitura de leitores iniciantes, mas o texto, pelo significado, torna-se apropriado a várias idades.

16 fevereiro 2016

Lulu adora biblioteca

Texto de Anna McQuinn - Ilustrações: Rosalind Beardshaw  - Ed. Pallas

O livro conta a história de uma menina que tem o hábito de frequentar a biblioteca. É interessante destacar que a personagem demonstra muita intimidade e conhecimento sobre a dinâmica de funcionamento desse espaço, apesar da sua pouca idade. O gosto pela leitura e os cuidados com os livros são incentivados tanto na biblioteca quanto em casa. Há uma rotina, um hábito e um imenso prazer em ouvir histórias e ter contato com os livros, na vida de Lulu, a protagonista.

22 janeiro 2016

A preferida do Rei

Conto de Moçambique recontado por Toni Brandão  - Ilustrações de Eduardo Engel - Editora Melhoramentos
Neste conto acompanhamos algumas das mudanças ocorridas com a protagonista, Marisa, que deixa de se sentir e de agir como criança.  Com isso, é vista como estando em fase propícia para casar-se. Por ser considerada muito bela, não lhe faltam pretendentes. No entanto, diferentemente do que costuma ser mais comum na aldeia onde mora, Marisa pretende casar-se com alguém que ame verdadeiramente. Um dia, a aldeia está em festa, pois Marisa e o jovem e belo rei irão se conhecer. E o que será que acontecerá com o coração dos dois? 
É uma história que fala de amor e determinação.

17 janeiro 2016

Não derrame o leite!

Escrito por:  Stephen Davies - Ilustrado por: Christopher Corr - Ed. Pequena Zahar
Esta é a história de uma menina que se oferece para levar uma tigela de leite para o pai que está trabalhando numa pastagem, um pouco distante de onde ela se encontrava com a mãe. A menina assume o compromisso de levar o leite sem deixar derramar. Através das ilustrações e do texto escrito podemos acompanhar a riqueza e a diversidade que a protagonista vê em seu trajeto e o cuidado dela para cumprir a tarefa com êxito. São muitos os desafios para uma menina tão pequena... "Será que ela consegue?" é a pergunta que fica na cabeça do leitor até o final da narrativa.

13 janeiro 2016

Iori descobre o Sol - O Sol descobre Iori

Escrito por Oswaldo Faustini e ilustrado por Taisa Borges.
Ed. Melhoramentos

O que pode passar pela cabeça de uma criança antes do sono chegar? Que medos e coragens se alternam em sua imaginação ao ver sombras no quarto e ouvir barulhos do lado de fora?

Com simplicidade, criatividade e leveza  o autor fala de medos, que são tão comuns, e que com a mesma facilidade com que vêm com o cair da noite,  podem  desaparecer com os primeiros raios de de Sol.
A história de Iori nos remete a um provérbio africano: "Por mais longa que seja a noite,  o Sol sempre volta a brilhar".
É uma história para ler, reler e brincar com as crianças. 

08 novembro 2015

Meu nome é Pomme

Escrito por Kristien Dieltiens - Ilustrado por Stefanie De Graef - Ed. SM

De maneira singela e amorosa, a menina Pomme conta a sua história desde o encontro de seus pais, passando pelo seu nascimento  e explicando a origem de seu nome. É como se ela tivesse presenciado cada detalhe, antes mesmo de vir ao mundo.   Uma história de encantamentos e amores. 

07 novembro 2015

Tudo vai dar certo

Texto: Bob Marley (Adap Cedella Marley) Ilustrações: Vanessa Brantley-Newtoon 
Ed. Martins Fontes


O livro é baseado na canção "Three little birds" de Bob Marley e como o título em português  anuncia, nos convida a termos um olhar otimista para a vida, nos dizendo o tempo todo que tudo vai dar certo e que os erros também fazem parte da nossa vida. Destacam-se também as ilustrações que complementam essa ideia de positividade. Outro detalhe é que o texto também é apresentado em inglês.Uma dica para as aulas!

22 abril 2015

Que cor é a minha cor?

Texto: Marha Rodrigues - Ilustrações: Rubem Filho - Mazza edições

A pergunta que dá título ao livro, nem sempre é uma pergunta fácil de ser respondida. Vemos muitas crianças, jovens e adultos que, ao serem perguntados sobre qual é a sua cor, ficam com dúvidas sobre o que responder.
Nesta história, uma menina começa fazendo a pergunta sobre a cor dela e onde ela pode ser encontrada. Em fases curtas, vai relacionando a sua cor a diferentes objetos e seres, incluindo seus familiares. Fala da mistura das cores do povo brasileiro. 
É um livro mais indicado para Educação Infantil, mas não impede que seja lido para ou por outras faixas etárias. 

29 janeiro 2015

Zekeyê vai à escola

Texto e ilustrações de Nathalie Dieterlé
Esta é a história de um menino que, pela primeira vez, vai sozinho à escola. Apesar das recomendações da mãe e do avó, o menino acaba se distraindo, se perdendo e vivendo algumas aventuras pelo caminho. A escola é longe e a hora passa muito rapidamente. Como ele fará para chegar à escola? De que forma as situações vividas, ao atravessar a mata, poderão ajudá-lo a responder a uma pergunta feita pelo professor? 
Ao final do livro, encontramos um pequeno glossário de palavras que aparecem no texto.

11 outubro 2014

O menino que virou Mestre de capoeira Pastinha

Escrito por José de Jesus Barreto e ilustrado por Cau Gomez - Editora: Solisluna 

O livro conta a história de Mestre Pastinha situando o leitor no tempo/espaço em que ele nasceu: Bahia, um ano após a Abolição. Através da leitura podemos conhecer de que forma  a capoeira, prática marginalizada na época, passou a fazer parte da vida dele desde menino tornando-o um grande Mestre. Ao final, o leitor encontra informações sobre a capoeira de Angola e nomes e explicações sobre golpes de capoeira.

13 julho 2014

Irmã-estrela

Escrito por Alain Mabanckou - Ilustação: Judith Gueyfier - Tradução: Ligia Cademartori - Ed. FTD
O livro conta a história de um menino que não chegou a conhecer a irmã, pois quando ele nasceu ela já havia morrido, talvez, por um feitiço jogado pelos maus espíritos que invejavam a beleza da menina. No entanto, a morte não o impediu de criar uma forma de conviver com ela. Ele conversava com a irmã-estrela, todas as noites, contava-lhe sobre tudo o que acontecia em sua vida e sobre suas relações com familiares e amigos. Sua irmã-estrela passou a ser a sua confidente e conselheira.
Além do texto escrito, não podemos deixar de destacar as belas ilustrações que o livro traz.

25 junho 2014

Ombela - a origem da chuva

Texto de Ondjaki e ilustrações de Rachel Caiano - Ed. Pallas

Como o título já nos antecipa, esta história fala sobre a chuva que teria surgido pelas lágrimas da deusa Ombela. De forma poética, o diálogo entre o pai e a filha fala da importância do ato de chorar, lembrando que ficar triste também faz parte da vida. Mas não deixa de lembrar também a existência do choro de felicidade. Ombela passa a encher os rios, mares e lagos com sua chuva de lágrimas de tristeza e de alegria, mas sempre com muito cuidado com as vidas na Terra.

05 março 2014

O Marimbondo do Quilombo

Escrito por Heloísa Pires Lima - Ilustrado por Rubem Filho - Ed. Amarilys

A história é contada por um marimbondo e fala sobre um menino  que enquanto dormia ao pé de uma árvore foi levado, por engano, como presa de um carcará. Espertamente, o menino o desafia a encontrar o calango com o qual fora confundido para poder retornar ao seu quilombo. Mas o carcará, confuso, enquanto tenta voltar ao local com o menino, nos faz viajar por diferentes terras até chegar ao quilombo dos Palmares.
Em muitos momentos, a autora brinca com as palavras e isto traz leveza ao texto.

23 fevereiro 2014

O mundo no black power de Tayó

Escrito por Kiusam de Oliveira e ilustrado por Taisa Borges - Ed. Peirópolis
O livro conta  a história de Tayó, que conforme consta no glossário da obra, significa "da alegria" A personagem faz jus ao nome, pois é uma menina que transmite a alegria de ser como é. Seus traços físicos característicos da população negra são evidenciados positivamente e como antecipa o título, seu cabelo black power se destaca e é motivo de alegria e orgulho. Diante dos comentários racistas sobre o seu cabelo, a menina tem uma resposta para dar. A autora evidencia o quanto de histórias de luta e de heranças africanas, o cabelo carrega.

02 fevereiro 2014

Cheirinho de neném

Escrito por Patrícia Santana - Ilustrações: Thiago Amormino - Ed. Mazza


O livro conta sobre a chegada de um irmãozinho na vida de uma menina. Que cheiros bons podem trazer este novo ser? O texto escrito e as imagens contemplam bons sentimentos a partir da chegada da criança. Não há ciúmes. A menina vê pontos positivos em tudo! É o início de uma relação com cheiro de amor, respeito e cuidados.

20 novembro 2013

Quando a escrava Esperança Garcia escreveu uma carta

Escrito por Sonia Rosa e ilustrado por Luciana Justiniani Hees. Editora PALLAS


O livro conta a história de uma mulher escravizada, Esperança Garcia, que em 1770, no Piauí, escreveu uma carta ao governador denunciando os maus-tratos e violência sofridos por ela e pelo filho. Na carta, ela demonstra sua indignação e faz também outras reivindicações. É uma história que fala do uso da escrita como uma das formas de luta e resistência. De maneira envolvente, as palavras da autora nos fazem viajar no tempo e querer lutar ao lado de Esperança Garcia e de outras vozes silenciadas. Nas páginas finais do livro encontramos mais informações sobre a história de Esperança Garcia, ainda pouco conhecida.


Dica: Leitura recomendada não só para crianças, como para jovens e adultos também. Ao ler para turma de EJA, muitos alunos e alunas se emocionam e se sentem instigados a iniciar um bom debate.

13 outubro 2013

O cabelo de Cora

Escrito por Ana Zarco Câmara e ilustrado por Taline Schubach - Editora Pallas

  Cora é uma menina que tem o cabelo muito cheio e todo enrolado e um dia recebe o conselho de uma amiga de escola para que fique com o cabelo preso, e assim, mais arrumado. Cora, sem saber o que dizer, vai à procura de uma tia que lhe fala sobre a beleza das diferenças e sobre a não existência de modelos. A partir desta conversa, Cora resgata uma parte de sua história passando a valorizar a força e a beleza de seus cabelos. O livro é todo escrito em versos simples e com rima.

15 setembro 2013

Mestre gato e comadre onça

Recontada e ilustrada por Carolina Cunha - Ed. SM

Nesta fábula afro-brasileira, o gato é um mestre de capoeira respeitadíssimo na floresta e se propõe a ensinar esta luta a outros animais para que possam se defender, principalmente, da onça. No entanto, para espanto de todos, até a onça procura o mestre para aprender capoeira. Só que as intenções da onça não se restringiam ao aprendizado. Ela queria mais. Pretendia matar a sua fome, pois caçar andava difícil por aquelas bandas. A proposta inclusiva da capoeira está presente em vários momentos desta história. Sendo assim, a onça foi aceita para as aulas. A autora nos conta sobre as aulas do mestre gato, o aprendizado dos alunos, incluindo seu maior desafio, a onça. Como ler esta história sem ficar com vontade de descobrir quem venceu? A história pode ser lida em capítulos. Cada aula que termina, uma nova expectativa.

Além das letras de cantigas de capoeira que são transcritas na narrativa, o livro traz também um CD.

15 junho 2013

O vestido de Jamela

Escrito e ilustrado por Niki Daly - Trad. Luciano Machado - Editora SM
 
Mais uma vez, a personagem Jamela protagoniza uma situação que deixa sua mãe triste e a menina precisa de uma solução rápida. Afinal, sua mãe comprou um lindo tecido para fazer um vestido para ir ao casamento de uma amiga. Mas Jamela, enquanto tomava conta do vestido no varal, se encantou tanto que acabou se deixando levar pela imaginação e saiu às ruas desfilando com o tecido. E o que fazer quando volta para casa com o tecido sem condições de virar um vestido? O que fazer diante da tristeza da mãe? Que solução aparecerá? O livro traz o colorido das roupas africanas e as ações das pessoas evidenciam a valorização da solidariedade, a preocupação com o bem-estar do outro.

20 novembro 2012

Luana: as sementes de Zumbi

Escrito por Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino. Ilustrado por Mingo de Souza. Ed. FTD.

Desta vez, Luana, após ouvir o som do berimbau, viaja através do tempo e vai ao Quilombo dos Palmares. Lá, conhece um pouco da história e da vida cotidiana num Quilombo(trabalho, comércio, tradição oral, música, dança etc...) Passa a conhecer também um pouco sobre o herói e líder Zumbi, seus ascendentes e descendentes. Os autores colocam na ficção boa parte do que a história conta sobre O Quilombo dos Palmares e que nem sempre os alunos estudam na escola. O livro traz, portanto, uma história de luta e resistência procurando mostrar o quanto que as "sementes" deixadas por Zumbi e outros guerreiros são tesouros que fortalecem as lutas pelos direitos da população negra e pela liberdade de fato.

18 novembro 2012

Escola de Chuva

Escrito e ilustrado por James Rumford. Editora: Brinque-Book.

Imaginemos crianças que queiram aprender a ler e a escrever, mas que antes disso precisem construir a escola. Sim. Esta a história vivida por Tomás e sua primeira lição ao chegar à escola é sobre o valor do trabalho coletivo. Não como discurso, mas como primeira ação do grupo. Um grupo que se move pelo desejo de aprender e de ensinar.

02 setembro 2012

Os Reizinhos do Congo

Escrito por: Edimilson de Almeida Pereira - Ilustração: Graça Lima - Ed. Paulinas

O livro é composto por duas histórias: Reizinho de Congo e Rainha-menina. Por meio delas o autor procura mostrar um pouco da história das congadas, festa que, em meio ao sofrimento da escravidão, os escravizados celebravam os ancestrais. O texto traz o ritmo das palavras entoadas no festejo onde histórias inventadas se misturam à narrativa. O autor evidencia também o respeito às tradições e aos mais velhos. É ler e sentir vontade de ver o cortejo passar.

Para quem tem acesso ao DVDescola que foi enviado pelo MEC para várias escolas públicas, é possível fazer um trabalho utilizando o livro físico e livro animado produzido pelo FUTURA, dentro do projeto "A cor da Cultura", que também tem este livro animado.

03 junho 2012

A princesa e a ervilha

Recontada e ilustrada por Rachel Isadora - Ed. Farol-DCL
 
Imaginem o clássico "A princesa e a ervilha", de Hans Christian Andersen, sendo vivido num país africano! Pois é exatamente isso o que a autora nos proporciona: viver essa narrativa com uma ilustração que mostra vestimentas e acessórios típicos do continente africano. As personagens são negras com diferentes tons de pele. E como o príncipe passa por vários lugares, a diversidade cultural está presente nas imagens. A autora aproveitou também para mostrar o cumprimento "olá" em três línguas africanas diferentes. O livro traz assim, um pouco da grande diversidade que podemos encontrar no continente africano.
 

29 abril 2012

Madiba

Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Alarcão - Ed. Cortez

De forma resumida, o autor fala sobre a infância, a família, a escola, a liderança, a prisão, a liberdade e a presidência de Nelson Mandela. Embora seja resumida, alguns detalhes que podem ser considerados importantes, não fugiram ao escritor e nem ao ilustrador. Muito bom para que as crianças possam conhecer um pouco desse líder político, carismático, conhecido no mundo inteiro. Um exemplo de vida e de luta.

12 fevereiro 2012

Tequinho e o ensaio da bateria

Escrito por Neusa Rodrigues e ilustrado por Alex Oliveira - Editora Rovelle
 
O livro fala de um menino que frequenta o mundo do samba e participa da bateria mirim. Mostra as exigências de saber respeitar regras e ser bom aluno na escola para continuar a fazer parte da bateria.

Não é difícil encontrarmos meninos e meninas, que assim como Tequinho, fazem parte efetivamente de alas de escolas de samba.
O livro também fala sobre a organização dos instrumentos e traz uma pequena definição, com ilustração, sobre cada instrumento da bateria classificando-os em leves e pesados.

22 janeiro 2012

Flora

Escrito por Bartolomeu Campos de Queirós - Ilustrações: Ellen Pestili - Ed. Global
 
Flora é uma menina que vive muito próxima da natureza procurando conhecê-la e decifrá-la. Ao mesmo tempo em que procura cuidar da natureza, observa todo o seu movimento e suas transformações. Sua maior paixão é pelas sementes. Ela olha cada grão procurando adivinhar o que virá depois.

O que para muitos pode parecer ser uma simples semente, o grande e saudoso Bartolomeu transforma em poesia. Através de Flora, ele fala da dedicação da terra para dar vida às sementes e a coragem dessas para apodrecer e dar origem ao fruto.

Cada vez que se lê é possível perceber a profundidade e ao mesmo tempo a delicadeza com que o autor nos faz pensar sobre a vida contida em cada semente e na cumplicidade e harmonia de vários elementos da natureza.

As imagens do livro resultam do trabalho belíssimo da ilustradora que utilizou a técnica de colagem sobre madeira.
A delicadeza e a sensibilidade de Flora estão expressas também nas ilustrações.

29 novembro 2011

O mapa

O mapa: máscaras africanas
Texto e Ilustrações de Marilda Castanha Ed. Dimensão
 
A história começa em uma aula de Artes na qual a personagem, ao ver o contorno de seu corpo feito por um colega, vai imaginando-o como um novo continente e, de início, guarda segredo temendo a possibilidade de exploração e colonização.

Cada parte do corpo que vai sendo acrescentada é relacionada a uma característica da geografia física do continente.

Ao descobrir nos livros a existência de um continente como o seu, até então imaginário, a personagem o identifica como continente africano.

A descoberta do continente, até então individual, passa a ser coletiva a partir da confecção de máscaras para uma festa onde as máscaras compradas prontas são trocadas por máscaras produzidas pelos alunos.

As ilustrações e o texto impresso nos trazem um pouco da rica diversidade do continente africano.

O livro oferece várias possibilidades de ampliação em diferentes áreas do conhecimento: história, geografia, artes.

No final há um pequeno texto sobre as máscaras africanas que têm usos bem diferentes das que são usadas no ocidente.

23 novembro 2011

Histórias de Ananse

Texto: Adwoa Badoe  -  Ilustrações de Baba Wagué Diakité
Edições: SM

O livro traz dez contos da tradição oral de Gana que têm como personagem principal Ananse.

Ananse é uma aranha, com atitudes humanas, que faz uso da astúcia e da esperteza para buscar formas de resolver as situações embaraçosas em que se envolve.

As histórias falam de sentimentos como inveja e aceitação de limitações próprias  e também sobre ações como obediência aos mais velhos e o uso da verdade.

Ao final do livro encontramos informações históricas sobre Ananse e sobre a importância da história oral e também sobre a vida na aldeia em Gana (família, casamento, deuses, comida, etc...)

30 outubro 2011

Nem um grão de poeira

Escrito por: Rogério Andrade Barbosa e Ilustrado por Rubem Filho
Reconto Etíope.
A narrativa se passa na antiga Abissínia, atual República da Etiópia e traz um fato histórico muito comum durante décadas e décadas, principalmente, no continente africano: “visitas de europeus que buscavam conhecer os lugares para posterior exploração e domínio.
A história é impregnada do sentimento de orgulho e de valorização das riquezas e diversidades naturais e culturais que são descritas e ilustradas  no livro, além de mostrar a resistência contra a invasão e colonização europeia.

31 agosto 2011

Plantando as árvores do Quênia

                                              Escrito e ilustrado por Claire A. Nivola - Ed. SM


O livro conta a história de Wangari Maathai, primeira mulher  africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.
É uma história que fala de valores, meio ambiente, luta, união, participação e ações transformadoras.
Como uma população pode deixar de contribuir, direta ou indiretamente, com a destruição do meio ambiente passando a agir de forma a promover mudanças a curto, médio e longo prazo? Que sementes uma pessoa é capaz de plantar não só no solo, mas também na cabeça das pessoas de modo a fazê-las se sentirem não só como parte do problema, mas também como parte da solução dos mesmos?
Impossível não falar também sobre as ilustrações. Cada página pode ser considerada uma obra de arte.
Não canso de apreciar os detalhes e a delicadeza dos traços.

31 julho 2011

Três contos africanos de adivinhação

Texto: Rogério Andrade Barbosa  - Ilustrações: Maurício Veneza  - Ed. Paulinas
No livro encontramos recontos de três pequenos contos nigerianos.
O leitor é levado a pensar sobre os acontecimentos das narrativas e as soluções encontradas para resolver as situações que foram descritas.
São dois contos que nos falam sobre como foi possível descobrir os responsáveis pelo sumiço de bens materiais. Um deles, o anel da filha do rei e o outro, três moedas de ouro de um mercador.
O outro conto é bastante conhecido, mas em outras versões. Fala sobre encontar solução para atravessar um rio em uma canoa pequena onde não é possível levar ao mesmo tempo dois animais e um saco de alimento. Como resolver sem correr risco de perder nenhuma das cargas e também respeitar tradições do povo?
Ouvir as soluções dadas pelos alunos e procurar saber como culpados pelos sumiços dos bens foram descobertos podem render "muitos frutos".

26 junho 2011

Mil e uma estrelas

Autora: Marilda Castanha - Ed. SM

A autora, que também é a ilustradora, conta a história de uma menina que todas as noites contava estrela e sonhava com histórias, mas um dia não encontra as estrelas e vai atrás de quem as escondeu.
É uma história fala sobre coragem e medo dentro de cada um, independente das aparências. E ainda sobre o poder que as histórias têm de nos fazer sonhar e nos transportar para outros tantos lugares.
O título e a narrativa não deixam de ser uma alusão a Xerazade e suas mil e uma noites.
É para ser lido e relido. O texto é curto, mas muito significativo.

29 maio 2011

Histórias da África

Texto: Gcina Mhlophe - Ilustrações: Grupode ilustradores de KwaZulu-Natal - Editora Paulinas

O livro traz dez histórias da tradição oral africana. São histórias de gente e de bicho que falam sobre ética, solidariedade, amor entre outros temas. Conta também histórias que procuram explicar a origem das histórias e das relações entre alguns animais.
Seus contos podem ser contados e recontados, lidos e relidos. Como os temas são bem variados podem contribuir ampliar ou iniciar muitas conversas.

17 abril 2011

Tanto, Tanto!

Escrito por Trish Cooke e ilustradso por Helen Oxenbury - Ed. Ática
Uma história cumulativa na qual os membros de uma família vão chegando aos poucos para uma comemoração de aniversário.
Como personagem principal há um bebê que recebe o carinho dos familiares que vão chegando, pois todos gostam dele "tanto, tanto!"
A cada "toque" de campainha há uma expectativa das crianças que ouvem a história tentando adivinhar quem vai chegar.
É uma história que costuma agradar muito as crianças da Educação Infantil. Eles não só gostam de ouvir quanto adoram pegar o livro para recontar a história.
As ilustrações também atraem muito. São grandes e com muito colorido.

08 março 2011

O coelho e a onça : histórias brasileiras de origem africana

Adaptação: Eduardo Longevo - Ilustrações: Denise Nascimento  -  Editora: Paulinas
Como em muitas histórias do folclore africano, encontramos aqui a disputa entre a força física de um e a astúcia e inteligência do outro, considerado mais frágil. Além da disputa entre onça e coelho encontramos também o jabuti contra coelho e macaco jovem contra onça ratificando a ideia da vitória da inteligência sobre a força física.
O livro é dividido em três histórias que formam uma. Inicia narrando o motivo da discórdia entre a onça e o coelho passando pelas tentativas frustradas de conciliações e finaliza com uma moral.  Durante a leitura é possível perceber elementos e acontecimentos que aparecem em outras fábulas e até com outras personagens, o que é bastante característico de histórias orais que há séculos são contadas e recontadas. É do tipo de história que costuma agradar a crianças e adultos.
Destaco também as belas ilustrações do livro.

13 fevereiro 2011

Os ibejis e o Carnaval

Escrito por Helena Theodoro - Ilustrado por Luciana Justiniani Hees  -  Ed. Pallas
O livro conta a história de um casal de irmãos gêmeos e uma avó que que dialoga com eles. Em meio a uma discussão entre as crianças a avó entra como mediadora e surgem algumas explicações sobre o Carnaval.
A conversa das crianças é quase um "Carnaval". Falam de tradição oral, de um livro de Lygia Bojunga e principalmente sobre o Carnaval, como festa popular.
Depois de tanta discussão entre as crianças, a ideia de dançar juntos por uma escola de samba acaba com a briga.
Ao final do livro encontramos um glossário explicando sobre festas, instrumentos e personalidades que aparecem no texto de forma explícita ou implícita.
Fica mais uma dica para quem gosta de leituras temáticas. Lembro ainda do livro: Tequinho, o menino do samba, já postado neste blog.
Boas leituras!

11 dezembro 2010

A árvore do Beto

Texto: Ruth Rocha - Ilustrações: Mariana Massarani - Ed. Salamandra
Em sua mais nova edição, Beto, protagonista desta história, enegreceu! 
O livro conta a história de um menino que sonhava em ter uma árvore de Natal.
O texto escrito fala sobre realização de sonho, respeito à natureza, solidariedade e, principalmente, amizade, como elemento fundamental no cotidiano das pessoas.
Uma das imagens que destaco é uma em que aparece uma mesa de ceia de Natal com pessoas de diferentes idades, cores e tons de pele e também um Papai Noel negro.
Eu já gostava do texto e agora adorei com as novas ilustrações.


02 novembro 2010

Minhas contas

Escrito por Luiz Antonio e Ilustrado por Daniel Kondo - Ed. Cosac Naify
O livro aborda um tema muito falado na atualidade, porém ainda pouco discutido nas escolas: a intolerância religiosa. O autor fala sobre os preconceitos em relação ao Candomblé que chega a interromper uma amizade bonita entre duas crianças e chama a nossa atenção sobre a importância de se conhecer os preceitos, o que prega cada religião, antes de fazer julgamentos prévios e sem fundamentos.

É um convite ao conhecimento e não à conversão. Afinal, cada um segue a sua religião ou nenhuma, mas é preciso conhecer e respeitar as demais.

As ilustrações complementam e enriquecem o texto escrito.

31 outubro 2010

As gueledés - a festa das máscaras

Escrito e ilustrado por Raul Lody - Ed. Pallas
O autor nos traz um história contada pelo povo Yorubá. Nela, fala-se sobre o poder das mulheres, principalmente, o de poder ser mãe. Imagine mulheres que à noite, se reunem e se transformam em diferentes animais. O que a inveja e o medo dos homens não os levariam a fazer? Danças, máscaras, músicas e muito colorido explicam a Festa Gueledé realizada anualmente pelo povo Yorubá.
No final do livro há algumas informaçãoes sobre localização do povo Yorubá na África Ocidental falando também um pouco sobre suas artes, mulheres e sociedade.
Não se pode deixar de destacar as ilustrações que são belas e muito coloridas.
É muito provável que, após ler o livro, muitos sintam vontade de produzir máscaras com os alunos e alunas. Fica a sugestão.

18 outubro 2010

Pretinha de Neve e os Sete Gigantes

Escrito e ilustrado por Rubem Filho - Editora Paulinas
O autor brinca com a história que é um clássico dos contos de fadas.
Nele, a rainha é que fica viúva e se casa com um rei, que por sinal é muito convencido, mandão e adora comer doces. Doces estes que são preparados pela própria rainha. 
Nesta história não há espelho, mas é com um tacho que a princesa conversa.
Observa-se que o autor não fez apenas a mudança na cor e tamanho das personagens. E talvez, por isso, a história tornou-se ainda mais interessante. São vários os elementos que mudam sem se perder características dos contos de fadas.
É uma história bem-humorada que também fala de carinho e amizade.

06 setembro 2010

Os tesouros de Monifa


Escrito por Sonia Rosa – Ilustrado por Rosinha - Ed. Brinque-Book


Muitos poderiam ser os tesouros que uma tataravó poderia deixar para seus descendentes. “Monifa” deixou a sua história, seus pensamentos e reflexões.

Este livro nos mostra o quando as pessoas arrancadas de suas terras e trazidas para serem escravizadas não deixaram escravizar seus pensamentos, seus sonhos, seus valores. A tataraneta, mesmo sendo muito nova, ao receber como presente o baú da tataravó, soube dar valor às histórias vividas que foram escritas ou contadas oralmente passadas de geração em geração.

Talvez esta seja uma das coisas que precisamos recolocar em nossa vida tão corrida: ouvir histórias vividas pelos nossos ancestrais. Com toda certeza, muito aprenderíamos. Lamento muito não ter recebido tal tesouro como a menina protagonista desta história. As ilustrações, cheias de flores em suas páginas, complementam esta narrativa cheia de delicadeza e ensinamentos.

29 agosto 2010

O beijo da palavrinha

Texto: Mia Couto - Ilustrações: Malangatana   Ed. Língua Geral

A história se passa em uma aldeia no interior da África onde há uma família muito pobre que não conhece o mar.
Imagine alguém sentir o mar através da palavra MAR. O que esta palavrinha traz da grandeza do mar? O autor nos mostra que esta palavrinha traz muito desta grandeza e nos faz ver e sentir o mar ao defini-lo através de um momento de cumplicidade, sensibilidade, solidariedade e muita imaginação de dois irmãos.

22 agosto 2010

Cadê?

Texto e Ilustrações: Graça Lima  - Ed. Nova Fronteira

Que criança não gosta de brincar de esconder? Que criança não brinca com a imaginação?
Neste livro, a mãe vai perguntando onde está o filho usando, em alguns momentos, termos carinhosos para se referir a ele como: amorzinho e menininho.
O menino vai andando pela casa e respondendo de acordo com a sua imaginação. Quando ele diz que está embaixo de uma girafa, por exemplo, na página seguinte vemos que ele está embaixo da mesa.
Que nunca percamos a possibilidade de ver além do que se apresenta.

29 julho 2010

Obax

Texto e ilustrações  de André Neves - Ed. Brinque-Book

Esta história é ambientada em aldeia africana e conta a história de uma menina que vê o que os os outros não conseguem ver e, portanto, não acreditam nela. Onde acaba a imaginação e começa a realidade? O que é verdade para um e mentira para o outro? A menina, com a imaginação de uma criança, senta em uma pedra e se vê dando a volta ao mundo nas costas de um elefante.
Ler esta história fez-me pensar e questionar: "Em que lugar deixamos a nossa capacidade de ver além do que a realidade, muitas vezes dura, nos apresenta?"
Obax, que significa flor, é um nome muito usado na Somália, é o nome da protagonista e desta história florida.
Vencedor do prêmio JABUTI 2011! Parabéns, André Neves!

25 junho 2010

A menina que bordava bilhetes

Escrito por Lenice Gomes e ilustrado por Ellen Pestili - Ed. Cortez
Um vilarejo, a chegada anual do Parque de Diversões, uma menina chamada Margarida que distribuía muitos versos cantados e bordados para as pessoas do lugar. Pessoas com sensibilidade e disponibilidade para olhar, ouvir e sentir o outro e a si mesmo aproveitando o momento mágico que estão vivendo.
Muitas brincadeiras, versos e cantigas folclóricas aparecem no texto mexendo com a memória de quem brincou na infância convidando-nos a brincar mais e mais.
A ilustração, além das pinturas, traz muitos bordados, fuxicos e coloridos. Esta diversidade aparece também nas personagens.

03 junho 2010

Neguinho aí

Escrito por Luís Pimentel e ilustrado por Victor Tavares - Ed. Pallas
Quantas e quantas vezes não ouvimos ou até mesmo falamos: " Neguinho isso", "Neguinho aquilo", "Neguinho quer..." Falas já tão costumeiras que muitas vezes nem nos damos conta. Afinal, quem é o "neguinho" que se faz presente nestas falas? Escrito em verso, o livro apresenta as variações para o uso do termo. "Neguinho" pode se referir ao branco, ao negro, ao pobre, ao rico. Pode ser um termo carinhoso ou pode ser pejorativo.
As ilustrações de Victor Tavares trazem uma família negra que foge de imagens estereotipadas. A família vive numa cidade grande com todos os seus contrastes. Há negros e não negros, há pobres e ricos.
O movimento que me parece ser uma caracterísca nas imagens deste ilustrador também está presente nesta obra.
Na última ilustração do livro vemos um avião carregando uma faixa com a frase: "Viva a diversidade". Esta diversidade está impressa no livro através das palavras e das imagens.

23 maio 2010

O Filho do Vento

Escrito por José Eduardo Agualusa e ilustrado por António Ole - Ed. Língua Geral
Esta é uma história baseada em um conto tradicional africano do povo koi-san.
O filho do vento, que era um menino, se transforma em pássaro que se alimenta das estrelas que foram criadas, por uma bela mulher, ao laçar para o céu as cinzas das sementes de uma planta.
Com palavras que soam como poesia, o conto traz uma versão sobre o surgimento da  lua e  principalmente, o nascimento do amor.
Amor que passa pelo conhecimento do outro, pela observação, pela admiração e por sonhos cultivados.
As ilustrações são feitas em guache sobre papel e aparecem em partes ampliadas, porém parciais. Ao final do livro, as pinturas estão destacadas em miniatura, mas com visão total.

16 maio 2010

Berimbau mandou te chamar

Organizado por Bia Hetzel e ilustrado por Mariana Massarani - Ed. Manati
Dificilmente alguém ouve o som de um berimbau acompanhado de atabaque e  consegue resistir não parando para dar uma olhada na roda de capoeira. O passo apressado pode perder a pressa ou, pelo menos, diminuir o ritmo só para ver o jogo de corpo e o movimento e/ou ouvir a batida, o ritmo e os versos dos capoeiras.
Neste livro, encontramos versos de cantigas antigas criadas e cantadas em rodas de capoeira. As ilustrações procuram mostrar o movimento e o humor presentes nas cantigas e também a diversidade que podemos encontrar nas  rodas de capoeira.
Ao final do livro, temos um texto que procura contar um pouco da história da capoeira que é um símbolo de luta e resistência da população negra.


02 maio 2010

O casamento da Princesa

Escrito por Celso Sisto e ilustrado por Simone Matias - Ed. Prumo 
Este livro é uma adaptação de um conto popular africano.
Abena, a princesa, é bela e admirada por muitos. Considerada a "princesa mais bela do mundo". Além disso, seus trajes e adornos são destacados como complementos à sua beleza natural.
A mão da princesa é disputada por dois pretendentes. Os dois se apresentam procurando mostrar suas melhores qualidades, sua força na natureza e importância na vida humana, sem deixar de cuidar da aparência física.
Um se apresenta diretamente a ela e o outro, ao rei, seu pai.
Como decidir?  O coração da princesa quer um, mas ela não se vê no direito de desrespeitar a palavra dada por seu pai ao outro pretendente.
A palavra na tradição africana tem força e não deve ser quebrada. O pai, por sua vez, não impõe sua palavra sobre a da sua filha. Eles se respeitam tanto quanto respeitam a tradição.
O rei, sabiamente, propõe um desafio aos pretendentes. Todos param para ver a disputa pela mão da princesa no dia do casamento.
Quando os tambores começam a tocar iniciando o desafio, as crianças que ouvem o conto, já estão tão dentro da história que já fizeram suas escolhas. Em todas as turmas para as quais já li o livro a reação foi semelhante: elas começam a torcer pelos seus favoritos e vibram com o resultado.
Devo destacar que além da adaptação estar muito bem feita, muito envolvente, a ilustração é belíssima! A ilustradora consegue trazer o texto para a imagem de modo a enriquecê-lo ainda mais. A imagem retrata o movimento presente no texto escrito. As ilustrações trazem também vários elementos de culturas africanas como:  diferentes vestimentas com diversidade de padronagens de tecidos, instrumentos musicais, vasilhames, etc...
Poucas são as histórias onde aparecem princesas negras. Elas contribuem muito para que se quebre a ideia errônea de que só existem princesas com características europeias.

18 abril 2010

Valentina

Escrito por Márcio Vassallo e Ilustrado por Suppa - Global Editora
Valentina é filha de um rei e de uma rainha, portanto, uma princesa.
Um princesa que é negra, usa óculos e tem orelhas de abano. Tudo dito e ou ilustrado de forma positiva. 
Ela vive em um castelo que é uma casa em um morro. O rei e a rainha são pessoas que descem para o asfalto, diariamente, para trabalhar e tentam proteger a filha das coisas não boas do mundo. Os pais de Valentina desejam o que muitos pais desejam aos seus filhos e que, como Valentina, não entendem o significado de: "ser alguém na vida".
O autor descreve Valentina e o "seu mundo" de forma muito poética e o asfalto de forma mais crítica.
Valentina é amada e bem cuidada pelos pais e tem uma autoestima elevada, portanto vai na contramão do que predomina no imaginário coletivo sobre as relações pais e filhos das pessoas que moram nos morros e favelas.
Quantas "Valentinas" encontramos em nossas salas de aula? Na minha caminhada já tive a felicidade de ver muitas.
Li que Valentina significa: forte, vigorosa, capaz de passar por cima de qualquer obstáculo quando quer realizar algo. Esta personagem não poderia ter outro nome.
O livro é muito rico em detalhes que só quem tem um olhar e uma escuta sensível poderia ser capaz de traduzir em palavras e imagens.
Toda vez que leio este livro fico querendo ler mais sobre a Valentina. Quem sabe um dia o autor não nos presenteia com a continuação de Valentina?

Se quiser ouvir um trecho da história, acesse o site do autor:
http://www.marciovassallo.com.br/
ou acesse o link sobre o livro Valentina:
http://www.marciovassallo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=59